O dia parou, o tempo esvaneceu-se aos poucos pela avenida, a multidão lentamente começava a desaparecer, os segundos não paravam, cada passo que desse, um segundo passava, cada coisa que pega-se os minutos acelaravam. Estava sozinha, não tinha ninguém com quem exprimir-me em apenas num olhar, o meu corpo estava tão frio, tão quente ao mesmo tempo. Sem saber o motivo, nem o porquê, pelo meu pensamento silenciosamente passava momentos, alturas em que eramos só nós num só, a nossa união era algo inquebravel, algo sem barreiras. Um dia, os teus lábios escutaram os meus, dizendo que a palavra “sempre” era grande, mas verdadeira no nosso sentimento, os meus olhos brilharam tanto que pude pela primeira vez deitar uma lágrima em frente ao teu rosto, a expressão parecia ser tão sincera, tão real que perdi-me nas tuas palavras. Feriste-me, quando prometes-te nunca o fazer, desiludis-te-me tanto. Explica-me o que significa para ti o verbo “amar”, explica-me qual é a melhor situação para saires de mim? Contigo, passei momentos inexplicaveis, no que falhei para de novo me deixares sozinha? Como posso dizer “vai embora, mas sê feliz!” se tu não estás aqui para ouvir? Vivia dentro das tuas mentiras, das tuas palavras irreais, do teu sentimento. Cada vez que sorrias, parecia sempre a primeira vez, a primeira vez que o teu sorriso estava a ser sincero, não sei, em tudo isto perdi-me.
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